O “Business” da Higiene Oral

Inevitavelmente este título vai incomodar alguns Higienistas. No final de contas, o curso de Higiene Oral não ensina nada sobre o negócio, levando muitos higienistas a pensar que gerir o departamento de higiene oral como um negócio é errado e afecta a qualidade do serviço.

Depois de começar um cargo de responsável de departamento de Higiene Oral, senti que havia algo me que faltava, sobretudo em nível de gestão de um negócio, sobretudo na altura de analisar números e orçamentos. Depois de algumas formações percebi que por vezes não é só o profissional clínico que preciso mas também no bom gestor.

O currículo de Higiene Oral está focado na formação de bons clínicos. A agenda apertada do currículo não permite “desperdiçar” tempo com a educação não-clínica. Enquanto as escolas preocupam-se no cuidado do paciente para formar bons clínicos, a falta de educação em relação ao negócio do mesmo, torna dificil que os higienistas percebam que o seu trabalho também é um negócio.

No entanto, a Higiene Oral é um “business” dentro de outro “business”. O departamento de Higiene Oral é responsável por produzir todo o dinheiro necessário para o seu funcionamento (auto-financiar-se), despesas, salários e fazer lucros. Segundo um estudo realizado pela ADHA, 33% de toda a produção da prática deve surgir do departamento de Higiene Oral, e que as despesas e salários do departamento nunca devem exceder 33% da produção do mesmo.

Se estes valores forem encontrados, então o departamento torna-se lucrativo. Caso contrário, o Dentista é obrigado a financiar o departamento de Higiene Oral com o seu próprio trabalho. Os Higienistas têm de tentar perceber os seus números. Caso as estatísticas não estiverem no nível pretendido, então este tem de tomar medidas.

  • Recall

Por vezes os números pretendidos não são atingidos devido a um sistema de recall ineficaz. Isto leva a “buracos” na agenda. Uma cadeira vazia não tem rendimento. Pior ainda, se essa mesma cadeira vazia causa perdas. Uma reavaliação deste sistema pode ser necessária através das seguintes perguntas:

  1. Existe alguém no staff que tenha a responsabilidade de fazer os recall’s?
  2. A agenda está cheia?
  3. Existe perda de dinheiro?
  • Protocolo Periodontal

Os Higienistas não podem ser só agentes profilácticos. Estes devem ser activos na resolução de problemas periodontais. Estabelecer um bom funcionamento Periodontologista-Higienista, no qual o Higienista tem um papel fundamental nos casos periodontais.

Estudos mostram que pelo menos 33% da população adulta tem alguma forma de doença periodontal. Então tem sentido que estes casos tenham um bom programa periodontal, o que é benéfico para os pacientes e também para o Higienista que terá uma agenda mais preenchida.

A implementação de um protocolo periodontal com sondagem / chart anual de todos os pacientes adultos é o primeiro passo para bons serviços periodontais e para o aumento dos números de Higiene Oral.

A percepção do lado “Negócio” por parte do Higienista Oral, apenas o torna mais completo, e fundamental para o desenrolar de uma boa actividade profissional e relação Médico Dentista-Higienista Oral, como já falámos em post anteriores (A importante parceria com os Higienistas).

Não esquecer que uma boa gestão do orçamento do departamento e uma revisão dos valores periódica, quer seja em clínicas, hospitais, associações,… fornece estabilidade, o que é benéfico em todos os casos.

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